Na Natureza Selvagem – Parte V

Quer entender a bagaça toda? Então leia:
Na Natureza Selvagem – Parte I
Na Natureza Selvagem – Parte II
Na Natureza Selvagem – Parte III
Na Natureza Selvagem – Parte IV

***

Eu poderia tecer relatos a respeito da nossa contínua escalada até o cume do Alcantilado, mas não sairia muito de: anda, anda, anda, sente cãimbra, vê mato, anda, anda, vê mais mato, sobe um morrinho, imagina que vai torcer o tornozelo e ter que descer toda aquela merda em um pé só, anda mais um pouco, vê uma cachoeira (e desiste de entrar na água por conta dos 3º que faziam por ali e por aí vai).

I am Eric Franco and I endorse this waterfall

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Como se já não fosse ruim o bastante ter que passar por isso. A cada 200 metros encontrávamos plaquinhas incentivando essa estupidez: “ânimo, estamos chegando”, “só faltando 200m”, “sério mesmo que vocês vieram até aqui?!?!”. Fiquei tentado a roubar uma delas e colocar lá no começo da trilha pra foder com a vida dos outros, mas acabei não o fazendo.

A plaquinha não estava mentindo e depois de alguns minutos estávamos no topo da bagaça! Aleluia! Finalmente! Chegamos! Vamos embora? Sim! Porque isso é tudo o que você tem pra fazer depois subir aquela porra toda. Acho que eles deviam colocar uns pufes no cume da montanha, mais uns potinhos de amendoim pra que você pelo menos curtir um pouco a passagem por ali, pois do contrário só resto apreciar a vista por uns 5 minutos e sair fora.

Obviamente não aconteceu nada de interessante na volta (essas coisas só acontecem quando você está se fodendo) e voltamos para o conforto da nossa pousada, pra tomar um banho e 412 dorflex, comer e descansar pro dia seguinte. O jantar era tão bom quanto o café da manhã monstruoso que havíamos comido, no entanto com uma peculiaridade que ainda não tinha sido percebida por nós: a horrenda seleção musical do lugar, que ia de Adriana Calcanhoto até My Heart Will Go On, feat. flautistas bolivianos. Bom, a julgar pelos dvds disponíveis na noite anterior, já era de se esperar que o gosto do local pra entretenimento não fosse dos melhores.

No entanto, já ficava feliz pelo fato do proprietário da pousada não ter se revelado um serial killer na noite anterior.

Lembram que eu disse que a pior bobagem que você pode fazer é sair desembestado pra aproveitar cada dia da viagem como se fosse o último instante da sua vida? Pois bem, depois de dormimos o sono dos justos, e ao acordar estávamos com dores em músculos que a medicina ainda nem descobriu ainda. Naquela da manhã todas as pessoas da pousada iriam fazer um tour pela região e obviamente nós acabamos dando um bolo na parada porque estávamos quebrados.

Demos preferência ao bucho e fomos almoçar em um lugar bastante aprazível, denomidado O FILHO DA TRUTA (deve ter alguma coisa na água local que faz com que eles dêem nomes tão inspirados para os seus estabelecimentos comerciais – isso porque eu nem mencionei que o nome do lugar poderia ter sido TRUTA QUE PARIU).

Daí em diante aconteceram mais algumas coisas pontuais que eu lembro vagamente, como o pneu furado do carro que foi trocado por um mecânico surdo que tinha uma horta atrás da oficina (lugar do qual a Gabi quase roubou ums pézinhos de manjeiricão ou tentativa de achar qualquer lugar com acesso a internet pra ver o resultado de um jogo do São Paulo (dificultado por conta da conexão potente do local). Não lembro de quase nada além disso, já que essa viagem foi feita em 2008 e eu não tinha escrito o final. Na verdade, a única coisa que não tinha como esquecer mesmo era a desgraça do esquilo gigante.

Vocês acharam que era só invenção minha, né? Mas porque eu inventaria uma coisa dessas sem o menor propósito? Na volta pra casa, passamos por uma cidadezinha que eu não vou lembrar o nome agora e decidimos parar por algum motivo num posto de conveniência/galeria/whatever pra fazer alguma coisa. Ao dar a volta na bagaça somos supreendidos por isso:

Gabi fazendo amigos

Depois disso, creio que não tenho mais nada a dizer. Até mais ver.


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